Aprenda a formar e usar o modo imperativo em português, com regras, formas afirmativas e negativas, e dicas de cortesia.

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O modo imperativo aparece quando a frase quer provocar uma ação imediata, orientar um comportamento ou influenciar o interlocutor. Ele surge em ordens, pedidos, instruções, convites, conselhos, proibições, sugestões, avisos, recomendações e até ameaças. A escolha do imperativo depende da intenção do falante, e ele se relaciona de perto com o Modo Subjuntivo, com os Tempos verbais e com os Verbos Modais.

O imperativo pode exprimir comando direto, pedido educado, conselho, convite, insistência ou proibição, e a força da frase vem do contexto e da forma verbal escolhida. Em português, também se usam construções suaves com por favor, com queira mais infinitivo e com formas no subjuntivo para reduzir a brusquidão. Na fala informal, muitas ordens e pedidos aparecem como infinitivo ou com por favor mais indicativo, sobretudo em registros menos formais.

IdeiaExemplo
🪖Comando diretoFecha a porta agora.
🙏Pedido educadoPasse me o sal, por favor.
💡ConselhoEstuda com calma.
🎉ConviteVenha jantar conosco.
⛔ProibiçãoNão fume aqui.
📣SugestãoVamos começar cedo.

Na forma afirmativa, o imperativo se organiza segundo a pessoa gramatical e a concordância. Com tu, a forma normalmente coincide com o presente do indicativo sem o s final, enquanto você, nós e vocês usam formas relacionadas ao presente do subjuntivo. A forma vós existe, mas é rara ou arcaica no português do Brasil e muito mais associada a registros tradicionais em Portugal.

PessoaVerboExemplo
tu📘falaTu fala com ele e resolve o assunto.
você📘faleFale com ele e esclareça tudo.
nós📘falemosFalemos baixo e continuemos a reunião.
vós📘falaiFalai com cuidado e escutai a resposta.
vocês📘falemFalem devagar e sigam as instruções.

Na forma negativa, todas as pessoas usam o presente do subjuntivo precedido de não. Por isso, a negação uniformiza a conjugação e elimina a oposição entre tu, você, nós, vós e vocês. Essa construção é a base mais regular do imperativo negativo e se aproxima da lógica do subjuntivo.

PessoaVerboExemplo
tu📘digasNão digas isso em público.
você📘faleNão fale tão alto.
nós📘falemosNão falemos antes de ouvir todos.
vós📘faleisNão faleis sem pensar.
vocês📘falemNão falem durante a explicação.

Alguns verbos muito frequentes têm formas próprias no imperativo e merecem atenção especial. Ser, ir e ter mostram alternâncias fortes que aparecem com muita frequência em ordens, convites e instruções. Esses verbos ajudam a reconhecer rapidamente o padrão do imperativo em uso real.

VerboFormaExemplo
ser📘Sê paciente e escuta até o fim.
ser📘sejaSeja claro e diga a verdade.
ir📘vaiVai até a janela e observa a rua.
ir📘Vá ao balcão e peça informações.
ter📘temTem cuidado com o degrau.
ter📘tenhaTenha calma e espere a sua vez.

Com pronomes átonos, o imperativo afirmativo tende a usar ênclise, como em diz me, enquanto o imperativo negativo coloca o pronome antes do verbo, como em não me digas. A mesóclise é rara no uso corrente e aparece sobretudo em contextos muito formais ou conservadores. Essa diferença mostra que a posição do pronome acompanha a polaridade da frase e o grau de formalidade.

SituaçãoFormaExemplo
afirmativa📘diz meDiz me a verdade sem medo.
negativa📘não me digasNão me digas nada agora.
formal rara📘dir me hásDir me hás tudo depois.

No Brasil, você domina o uso cotidiano, enquanto em Portugal tu e vós aparecem com mais frequência em muitas variedades. Por isso, a concordância do imperativo muda conforme a região e o tratamento escolhido para o interlocutor. Em contextos formais ou cuidadosos, formas no subjuntivo e expressões de cortesia podem suavizar a ordem em qualquer variante do português.

RegiãoForma ou ExpressãoDefinição RegionalExemplo
🇧🇷Brasil📘vocêÉ a forma de tratamento mais comum no uso geral brasileiro.Você fale mais devagar e explique melhor.
🇵🇹Portugal📘tuÉ muito frequente no uso cotidiano português.Tu fala comigo depois e conta tudo.
📜Portugal tradicional📘vósÉ um tratamento antigo ou cerimonioso, hoje pouco comum.Vós falai com atenção e segui o caminho.

O imperativo é a escolha natural quando o objetivo é fazer o interlocutor agir, obedecer uma instrução ou aceitar um convite de maneira direta. Quando a intenção é apenas sugerir, aconselhar ou atenuar a força da ordem, recorrem se formas mais corteses, ao subjuntivo e a estruturas de polidez. A decisão final depende da relação entre falante e ouvinte, do grau de urgência e do registro da interação.

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Last updated: Mon Jun 1, 2026, 3:45 AM