Este vs Esse vs Aquele in PortuguêsA2
Aprenda as regras dos demonstrativos este, esse e aquele, com exemplos práticos e exercícios para usar cada um com precisão.
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Prerequisites
Território comum
Este, esse e aquele pertencem ao sistema dos pronomes e adjetivos demonstrativos. Todos servem para identificar uma referência em relação ao falante, ao ouvinte ou ao contexto do discurso, por isso a escolha nunca depende apenas da forma da palavra isolada. A confusão surge porque a proximidade pode ser física, temporal ou discursiva, e cada uma dessas dimensões pode favorecer um demonstrativo diferente.
Este
Este aponta para o que está ligado ao falante, ao momento atual ou ao tópico que está sendo introduzido ou enfatizado. Em uso gramatical, pode funcionar como adjetivo demonstrativo antes do substantivo ou como pronome demonstrativo quando substitui o nome, em concordância de gênero e número. Em textos formais e técnicos, é comum usar este para apresentar um novo referente com maior destaque, como em Pronomes Demonstrativos e Adjetivos Demonstrativos.
| Ideia | Exemplo | |
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Esse
Esse aponta para o que está ligado ao ouvinte, ao que já foi mencionado ou ao que pertence a uma zona de proximidade menor do que aquela associada a este. No português do Brasil, esse é muito frequente também em referências gerais e pode aparecer com maior amplitude do que em outras variedades. Em discurso escrito, esse costuma retomar elementos já apresentados, o que o torna importante na organização da informação.
| Ideia | Exemplo | |
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Aquele
Aquele marca afastamento em relação ao falante e ao ouvinte, seja no espaço, no tempo ou na distância emocional. Em muitos contextos falados, pode sugerir desinteresse, ironia ou até tom pejorativo, dependendo da situação. Também funciona como adjetivo ou pronome e concorda com o substantivo em gênero e número, como se vê em Adjetivos Demonstrativos.
| Ideia | Exemplo | |
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Uso discursivo
Na organização do texto, este tende a introduzir ou destacar o elemento novo, enquanto esse tende a retomar o que já foi dito. Em redação formal, essa alternância ajuda a criar progressão temática clara, sobretudo em textos expositivos e técnicos. Quando a referência não depende do espaço físico, a escolha passa a depender do lugar do elemento na estrutura do discurso.
| Ideia | Exemplo | |
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Próximo ou distante
A regra mais útil é pensar em qual centro de referência está mais próximo: o falante, o ouvinte ou algo mais afastado. Essa lógica vale melhor quando se observa a situação concreta, mas não substitui o uso discursivo, que pode reorganizar a escolha em textos e explicações. Em outras palavras, a distância física ajuda, mas a referência no enunciado também decide.
| Ideia | Exemplo | |
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Variação e fecho
No português do Brasil, esse é muito comum em referências amplas e cotidianas, enquanto em Portugal a distribuição entre este, esse e aquele costuma seguir com mais rigor a distância e o papel discursivo. Em registros formais, vale observar o efeito de clareza e de coesão do texto, porque a escolha do demonstrativo pode reorganizar o foco do enunciado. O ponto decisivo continua sendo o mesmo: a forma escolhida identifica o que está mais próximo do falante, do ouvinte ou do contexto relevante.