Infinitivos verbais in PortuguêsA2
Aprenda a reconhecer e usar infinitivos verbais em português com regras simples, exemplos e exercícios práticos para fixar o conteúdo.
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Visão Geral
O infinitivo é a forma verbal que apresenta a ação de modo geral, sem a situar em pessoa, tempo ou número. O infinitivo impessoal mantém uma forma única para todos os sujeitos, enquanto o infinitivo pessoal flexiona quando o sujeito da oração está expresso ou precisa de destaque. Além dessa função verbal, o infinitivo pode também funcionar como nome, especialmente em estruturas de valor abstrato ou genérico.
Infinitivo Impessoal
O infinitivo impessoal é a forma básica do verbo e não varia em pessoa nem em número. Ele surge em formas como cantar, comer e partir, e serve de base para outras formas nominais como Gerúndio Verbal e Particípios Verbais. Essa forma aparece com grande frequência em Locuções Verbais, onde ajuda a construir sentidos de ação, necessidade e continuidade.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
Infinitivo Pessoal
O infinitivo pessoal flexiona para concordar com um sujeito explícito, sobretudo em construções subordinadas em que o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito principal. A sua presença é mais frequente em registos formais e escritos, embora continue viva na norma-padrão. Em muitos contextos, ele ajuda a evitar ambiguidade e a tornar a relação entre as orações mais precisa.
| Sujeito | Verbo | Exemplo | |
|---|---|---|---|
| eu | |||
| tu | |||
| nós | |||
| eles |
Paradigma ar
Os verbos do grupo em ar seguem um padrão produtivo e servem como modelo para a formação de várias formas não finitas. O infinitivo termina em ar, o gerúndio termina em ando e o particípio regular termina em ado. Este padrão aparece de modo claro em cantar, que representa o modelo mais transparente para aprender a formação verbal.
| Sujeito | Verbo | Exemplo | |
|---|---|---|---|
| infinitivo | |||
| gerúndio | |||
| particípio |
Paradigma er
Os verbos do grupo em er formam o infinitivo com er, o gerúndio com endo e o particípio regular com ido. O verbo comer ilustra esse modelo e mostra como o padrão se mantém nas formas não finitas. Esse paradigma é central para reconhecer a estrutura de muitos verbos frequentes da língua.
| Sujeito | Verbo | Exemplo | |
|---|---|---|---|
| infinitivo | |||
| gerúndio | |||
| particípio |
Paradigma ir
Os verbos do grupo em ir formam o infinitivo com ir, o gerúndio com indo e o particípio regular com ido. O verbo partir mostra esse padrão de forma transparente e ajuda a distinguir o grupo dos verbos em er pela terminação do gerúndio e do particípio. Em muitos textos, esse paradigma aparece em verbos muito produtivos e frequentes.
| Sujeito | Verbo | Exemplo | |
|---|---|---|---|
| infinitivo | |||
| gerúndio | |||
| particípio |
Irregulares Comuns
Vários verbos muito frequentes apresentam formas não finitas irregulares ou parcialmente irregulares, especialmente em usos consolidados da língua. Entre os mais importantes estão ser, ir, ter, vir, pôr, fazer, dizer e trazer. Esses verbos surgem com muita frequência em locuções, construções fixas e cadeias verbais, por isso convém reconhecê-los cedo.
| Sujeito | Verbo | Exemplo | |
|---|---|---|---|
| ser | |||
| ir | |||
| ter | |||
| vir | |||
| pôr | |||
| fazer | |||
| dizer | |||
| trazer |
Uso Nominal
O infinitivo pode funcionar como substantivo e nomear a ação de forma abstrata ou genérica. Nesse uso, a forma verbal concentra a ideia da ação em vez de um ato situado no tempo. A leitura, o pensar e o viver mostram como o infinitivo se aproxima do valor nominal em contextos estáveis e gerais.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
| O infinitivo pode nomear uma ação. | ||
| O infinitivo pode ter valor genérico. | ||
| O infinitivo pode aparecer em construções substantivas. |
Preposições
O infinitivo aparece com frequência depois de preposições e em combinações preposicionais fixas. Em estruturas como antes de, para, sem e ao, a oração infinitiva introduz finalidade, anterioridade, ausência ou simultaneidade. A forma ao + infinitivo é especialmente útil para indicar uma ação que ocorre ao mesmo tempo que outra.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
| Antes de introduz anterioridade. | ||
| Para introduz finalidade. | ||
| Sem introduz ausência. | ||
| Ao introduz simultaneidade. |
Perífrases
O infinitivo entra em locuções verbais e perífrases que organizam o valor aspectual ou modal da frase. Em ir + infinitivo, a ação é futura ou iminente; em ter de ou ter que + infinitivo, há obrigação; em acabar de + infinitivo, há conclusão recente; em deixar de + infinitivo, há cessação da ação. Essas estruturas são centrais para a expressão verbal corrente e dialogam com Locuções Verbais.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
| ir + infinitivo indica intenção ou futuro próximo. | ||
| ter de + infinitivo indica obrigação. | ||
| acabar de + infinitivo indica ação recente. | ||
| deixar de + infinitivo indica cessação. |
Sujeito Diferente
O infinitivo pessoal é especialmente útil quando o sujeito da oração subordinada é diferente do sujeito da oração principal. Nesses contextos, a flexão torna a referência mais explícita e ajuda a evitar leitura ambígua. A escolha entre infinitivo impessoal e pessoal depende do estilo, da clareza desejada e da tradição do registo.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
| O sujeito do infinitivo pode ser expresso na forma pessoal. | ||
| A flexão torna o sujeito mais claro. | ||
| O uso é mais frequente na escrita formal. |
Pronomes
Com infinitivo, os pronomes clíticos podem aparecer antes ou depois do verbo, conforme a construção, a presença de preposição e o registo. A próclise coloca o pronome antes do infinitivo, enquanto a ênclise o coloca depois da forma verbal. A escolha pode variar regionalmente e também por estilo, sobretudo em textos formais ou em variedades diferentes do português.
| Ideia | Exemplo | |
|---|---|---|
| A próclise coloca o pronome antes do infinitivo. | ||
| A ênclise coloca o pronome depois do infinitivo. | ||
| A escolha depende de contexto e variedade. |
Fecho
O infinitivo português organiza ações de modo abstrato, pessoal ou integrado em locuções, e por isso ocupa um lugar central na gramática verbal. O reconhecimento entre infinitivo impessoal e pessoal, a identificação dos paradigmas em ar, er e ir, e o domínio das construções com preposição, perífrase e clíticos permitem ler e produzir frases com mais precisão. Entre as formas mais frequentes no uso inicial destacam se ser, ir, ter, vir, pôr, fazer, dizer e trazer, que reaparecem constantemente em textos e fala.