Preposições comuns
Aprenda as preposições comuns do português com usos, exemplos e dicas rápidas para falar com naturalidade em situações reais.
Visão geral
As preposições ligam palavras e mostram relação entre termos, como lugar, direção, tempo, causa, finalidade e companhia. Elas vêm sempre antes do complemento e ajudam a indicar como uma ação se organiza na frase. Em Preposições, esta classe aparece como base para usos mais específicos em Preposições de Lugar, Preposições de Tempo e Preposições de Direção.
Preposições básicas
As preposições mais frequentes são a, de, em, por, para e com. Elas introduzem complementos exigidos por verbos, nomes e expressões fixas, e cada uma tende a marcar um tipo de relação. Em muitos contextos, o sentido exato depende da regência verbal e do valor de direção, lugar ou finalidade.
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Contrações comuns
Quando uma preposição se junta a artigos definidos, a forma costuma mudar para uma contração. As mais comuns incluem a com o formando ao, de com o formando do, em com o formando no ou na, e por com o formando pelo ou pela. Essas formas são muito frequentes na fala e na escrita corrente, e Preposições de Lugar e Preposições de Tempo usam-nas com grande frequência.
| Ideia | Exemplo |
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Regência verbal
Muitos verbos pedem uma preposição específica, e essa exigência chama-se regência verbal. Verbos como gostar e precisar normalmente aparecem com de, enquanto outros verbos escolhem preposições diferentes conforme o sentido. A relação entre verbo e preposição é essencial para construções naturais em português.
| Ideia | Exemplo |
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Locuções prepositivas
Algumas relações são expressas por grupos fixos de palavras chamados locuções prepositivas. Expressões como por causa de, em vez de e de acordo com funcionam como uma única preposição e introduzem o complemento depois delas. Essas locuções são muito úteis em Locuções Prepositivas e aparecem com frequência em registros formais e neutros.
| Ideia | Exemplo |
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Pronomes tónicos
Depois de preposição, usam-se pronomes tónicos como mim, ti, si, ele, ela, nós e vós. As formas fixas comigo, contigo, consigo e convosco aparecem apenas com certas preposições e não se dividem em partes. Em construções com preposição, a forma correta depende da relação introduzida pela preposição e não do verbo sozinho.
| Ideia | Exemplo |
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Finalidade e posição
A preposição aparece antes do seu complemento e nunca depois dele. Quando para vem antes de um infinitivo, a frase normalmente expressa finalidade, como estudar, ajudar ou resolver algo. Em estruturas de movimento e direção, a escolha entre por e para depende do valor que se quer marcar, e o uso varia bastante entre fala informal, escrita neutra e registos mais formais.
| Ideia | Exemplo |
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Formas coloquiais
Na fala coloquial, de pode contrair com um e uma formando dum e duma. Essas formas são comuns no oral e em registos informais, mas evitam-se em textos formais. A mesma alternância entre formalidade e uso corrente também aparece na escolha entre por e para em diferentes regiões e contextos.
| Região | Forma | Definição regional | Exemplo |
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| dum | Forma coloquial de de um usada na fala informal. | ||
| duma | Forma coloquial de de uma usada na fala informal. | ||
| de um | Forma preferida na escrita formal. | ||
| de uma | Forma preferida na escrita formal. |
Fecho
As preposições organizam relações essenciais entre os elementos da frase e aparecem sempre antes do complemento. As formas básicas, as contrações com artigos, a regência verbal, as locuções prepositivas e os pronomes tónicos mostram como o português liga sentido e estrutura. Para interpretar bem lugar, tempo e direção, convém reconhecer também o valor específico de por, para e das contrações mais frequentes.