Adjetivos demonstrativos
Descubra como usar adjetivos demonstrativos em Português (este, esse, aquele) com regras simples, exemplos práticos e exercícios.
Visão Geral
Os adjetivos demonstrativos localizam um substantivo no espaço, no tempo ou no discurso e indicam qual referente está em foco. Eles acompanham o substantivo e concordam com ele em gênero e número, como ocorre também em Concordância Adjetival. Em português, o sistema central opõe este, esse e aquele, além de suas formas femininas e plurais.
Formas
As formas demonstrativas variam para concordar com o substantivo que determinam. Quando acompanham um nome masculino singular, usam este, esse ou aquele; no feminino singular, esta, essa ou aquela; no masculino plural, estes, esses ou aqueles; e no feminino plural, estas, essas ou aquelas. A oposição de formas é parte da Formação do Adjetivo e ajuda a marcar relação, distância e referência.
Concordância
A concordância é obrigatória em gênero e número com o substantivo, e a forma demonstrativa muda sempre que o nome muda. Essa regra reforça a relação sintática entre determinante e núcleo nominal, como ocorre em Posição do Adjetivo e em outras construções adjetivais. Quando o substantivo é masculino singular, a forma termina em e; quando é feminino singular, a forma termina em a; quando é plural, recebe a marca correspondente de número.
Posição
Os adjetivos demonstrativos normalmente precedem o substantivo, como em este amigo e aquela ideia, mantendo a leitura de determinação antes do nome. Em usos estilísticos ou enfáticos, a posição pode ser alterada para dar destaque, e esse deslocamento afeta a ênfase do enunciado sem apagar a função demonstrativa. Esse comportamento dialoga com a estrutura geral descrita em Posição do Adjetivo.
Deixis
Este indica proximidade do falante, esse indica proximidade do ouvinte e aquele indica distância maior em relação aos dois. No plano temporal, esse pode retomar informação já mencionada, enquanto aquele frequentemente aponta para algo mais distante no tempo ou no discurso. Essa lógica de referência também é essencial para compreender os Pronomes Demonstrativos.
Neutros
Isto, isso e aquilo não acompanham substantivos, porque funcionam como pronomes e não como adjetivos. Por isso, substituem o nome em vez de determiná-lo, como se vê também em Pronomes Demonstrativos. A distinção entre adjetivo e pronome é central: o demonstrativo adjetival precisa de um substantivo expresso, enquanto o neutro ocupa sozinho a posição referencial.
Contrações
Depois de preposição, alguns demonstrativos sofrem contração e mantêm a concordância com o substantivo que retomam. Com a, usa-se àquele, àquela, àqueles e àquelas; com de, usa-se daquele, daquela, daqueles e daquelas. Essas formas aparecem sobretudo quando a relação sintática exige preposição antes do demonstrativo, e seu uso fortalece a ligação gramatical entre regência e concordância.
Variações
No português do Brasil e de Portugal, o uso de este e esse pode variar de acordo com a norma local e o hábito discursivo. Em registros coloquiais, aquele pode ganhar valor afetivo, irônico ou até pejorativo, o que mostra que o demonstrativo também pode carregar atitude do falante além de localização. Essas nuances não alteram a concordância, mas podem mudar o efeito pragmático da frase.
Síntese
Os demonstrativos organizam a referência nominal ao indicar proximidade, distância e retomada no discurso. Suas formas variam em gênero e número, normalmente aparecem antes do substantivo e diferenciam o uso adjetival do pronominal. Com isso, este, esse e aquele formam um sistema completo de localização e coesão que se conecta diretamente aos Adjetivos Qualificativos e aos Adjetivos Indefinidos.