Pronomes relativos
Domine o uso dos pronomes relativos para ligar orações com clareza. Aprenda regras, exemplos e exercícios práticos para falar e escrever melhor.
Função Relativa
Os pronomes relativos retomam um termo já mencionado e ligam duas informações numa só oração. Eles substituem esse antecedente e introduzem uma oração subordinada que o descreve, identifica ou especifica. Por isso, aparecem com frequência em construções que precisam de precisão, como Pronomes Demonstrativos, Pronomes Possessivos e Pronomes Interrogativos.
Relativos Básicos
Que é o relativo mais geral e serve para pessoas, coisas e ideias em português coloquial. Quem refere se a pessoas e normalmente aparece depois de preposição. Onde indica lugar, quando indica tempo e quanto expressa quantidade ou valor, muitas vezes com sentido de tudo o que. A forma o que pode aparecer sem antecedente expresso, funcionando como uma nominalização.
| Ideia | Exemplo |
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Formas Formais
O qual, a qual, os quais e as quais são relativos mais formais e variam em gênero e número conforme o antecedente. Eles aparecem sobretudo depois de preposição, o que os torna úteis quando a relação sintática precisa ficar muito clara. Na fala coloquial, que costuma substituir essas formas com mais naturalidade, como se vê também na leitura de Pronomes Interrogativos.
| Ideia | Exemplo |
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Posse Relativa
Cujo, cuja, cujos e cujas indicam posse e concordam com o nome possuído, não com o possuidor. A forma costuma aparecer em registros mais cuidados e é menos frequente na fala, que muitas vezes prefere do qual ou de quem. Essa relação é especialmente visível quando se compara com Pronomes Possessivos.
| Ideia | Exemplo |
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Preposição Exigida
Quando o verbo ou o nome da oração relativa pede preposição, ela vem antes do pronome relativo. Essa preposição não desaparece porque o relativo ocupa o lugar do termo retomado. Em muitas variedades do português, especialmente para tempo e relação mais neutra, prefere se em que ou formas equivalentes em vez de outras construções menos naturais.
| Ideia | Exemplo |
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Vírgulas
A oração relativa pode ser restritiva ou explicativa, e a vírgula muda o sentido. Sem vírgulas, a relativa restringe o antecedente e seleciona um elemento específico. Com vírgulas, a relativa apenas acrescenta uma informação extra sobre um antecedente já identificado, como se vê em construções que também ajudam a interpretar Pronomes Reflexivos em contexto.
| Ideia | Exemplo |
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Variação de Uso
No português corrente, que cobre muitas funções que em estilos mais formais seriam expressas por o qual, a qual, os quais e as quais. Cujo também é menos comum na fala e frequentemente é substituído por do qual, da qual, de quem ou construções equivalentes. A preferência por em que para tempo e por soluções mais diretas com preposição varia conforme a região e o registo.
| Região | Palavra ou Expressão | Definição Regional | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Que | Forma muito usada na fala e na escrita comum para retomar pessoas e coisas. | ||
| O qual | Forma mais cuidadosa, comum após preposição e em contextos escritos. | ||
| Cujo | Forma menos frequente na oralidade e muitas vezes substituída por outra construção. | ||
| Em que | Forma muito frequente para referência temporal ou locativa. |
Síntese Final
Os pronomes relativos ligam orações e retomam um antecedente para o caracterizar, localizar, quantificar ou marcar posse. Que é o relativo mais geral, quem é próprio de pessoas, onde e quando organizam relações de lugar e tempo, quanto expressa quantidade e o que permite omitir o antecedente. As formas o qual, a qual, os quais e as quais dão maior precisão formal, cujo marca posse, e a vírgula distingue entre informação restritiva e explicativa.