Pronomes demonstrativos
Aprenda a usar pronomes demonstrativos em português: regras simples, exemplos práticos e exercícios para falar com clareza e confiança.
Função
Os pronomes demonstrativos indicam a posição de um ser, objeto, ideia ou oração em relação às pessoas do discurso. Como Pronomes, eles podem funcionar como adjetivos demonstrativos, quando acompanham um substantivo, ou como pronomes demonstrativos, quando o substituem. Em português, a escolha da forma também expressa proximidade, distância e relação com o falante e o ouvinte.
Formas
As formas variam em gênero e número para concordar com o referente. As séries principais são este, esta, estes, estas; esse, essa, esses, essas; e aquele, aquela, aqueles, aquelas. Os pronomes neutros isto, isso e aquilo referem ideias, fatos ou orações inteiras e não variam em gênero nem em número.
| Forma | Tipo | Ideia |
|---|---|---|
| adjetivo ou pronome | proximal ao falante | |
| adjetivo ou pronome | próximo ao ouvinte | |
| adjetivo ou pronome | afastado de ambos | |
| neutro | ideia presente | |
| neutro | ideia já mencionada | |
| neutro | ideia distante |
Concordância
Quando acompanham um substantivo, os demonstrativos concordam com ele em gênero e número. Assim, a forma escolhida muda conforme o referente seja masculino ou feminino e singular ou plural. Essa concordância é visível em pares como este livro, esta mesa, estes livros e estas mesas.
| Regra | Exemplo |
|---|---|
Posição
Como adjetivo demonstrativo, a forma costuma aparecer antes do substantivo que determina. Como pronome demonstrativo, ela substitui o substantivo já mencionado e ocupa o lugar do nome na frase. Quando há contraste entre adjetivo e pronome, a presença ou ausência do substantivo mostra claramente a função da forma.
| Ideia | Exemplo |
|---|---|
Deixis
Este costuma apontar para o que está ligado ao falante, esse para o que se associa ao ouvinte, e aquele para o que está afastado de ambos. Essa organização pode ser espacial e também temporal, indicando proximidade no momento da fala, no contexto ou na memória discursiva. No Brasil, esse é muitas vezes usado de modo mais amplo, inclusive onde em Portugal a oposição entre este e esse é mais marcada.
| Região | Forma | Definição regional | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Muitas vezes aparece com valor próximo ao de este na fala cotidiana. | |||
| Costuma marcar com mais clareza a ligação com o falante. | |||
| Costuma marcar com mais clareza a ligação com o interlocutor. |
Contrações
Quando se unem a preposições, os demonstrativos podem formar contrações como deste, dessa e daquele. Essas formas mantêm o valor de gênero e número do demonstrativo de origem e seguem a regência exigida pela preposição. As contrações são frequentes na escrita e na fala formal, especialmente quando a relação espacial ou discursiva precisa ficar explícita.
| Ideia | Exemplo |
|---|---|
Neutros
Isto, isso e aquilo não retomam um substantivo com gênero definido, mas uma ideia, uma situação ou uma oração inteira. Isto aponta para algo ligado ao falante, isso para algo ligado ao interlocutor ou já mencionado, e aquilo para algo afastado no discurso ou na lembrança. Em perguntas, respostas e explicações, esses neutros evitam repetir a frase completa e tornam o texto mais coeso.
| Forma | Uso | Referência |
|---|---|---|
| neutro | ideia ligada ao falante | |
| neutro | ideia ligada ao interlocutor ou já dita | |
| neutro | ideia afastada ou menos acessível |
Síntese
Os demonstrativos formam um sistema de referência que organiza pessoas, objetos e ideias pelo grau de proximidade, pela concordância e pela posição na frase. As formas com substantivo funcionam como adjetivos demonstrativos, enquanto as formas sem substantivo funcionam como pronomes demonstrativos. O conjunto este, esse, aquele e os neutros isto, isso, aquilo também ajuda a distinguir referência espacial, discursiva e temporal com precisão.