Adjetivos comparativos
Domine os adjetivos comparativos em Português: aprenda quando usar mais, menos e tanto, veja as formas regulares e irregulares, pratique com exemplos.
Comparação
Os adjetivos comparativos servem para relacionar qualidades entre dois referentes e indicar superioridade, inferioridade ou igualdade. Também podem comparar modos de ação com advérbios e quantidades com substantivos e numerais. Para a base adjetival e a concordância, convém rever Adjetivos, Concordância Adjetival e Posição do Adjetivo.
Superioridade
O comparativo de superioridade forma se com mais mais adjetivo que ou do que, e indica que um referente possui a qualidade em grau maior. Em Portugal, é comum omitir do, enquanto no Brasil do que é a forma mais frequente. A concordância do adjetivo mantém se com o substantivo que recebe a comparação.
Inferioridade
O comparativo de inferioridade usa menos mais adjetivo que para indicar menor grau da qualidade. A estrutura mantém o adjetivo concordando em género e número com o nome comparado. Em fala coloquial, a comparação pode ser encurtada, mas a forma padrão preserva a construção completa.
Igualdade
A igualdade com adjetivos usa tão mais adjetivo quanto ou como para dizer que duas qualidades são equivalentes. A igualdade com substantivos usa tanto mais substantivo quanto, no singular ou no plural conforme a ideia expressa. O padrão mantém a concordância normal do adjetivo e do substantivo, como em Concordância Adjetival.
Advérbios
Para comparar modos de ação, usa se mais ou menos com advérbios, não com a forma adjetival. Assim, a comparação incide sobre a maneira como a ação acontece e não sobre uma qualidade nominal. Em estruturas com advérbios curtos, a variação coloquial pode ser maior, mas a regra padrão permanece a mesma.
Irregulares
Alguns adjetivos muito frequentes usam formas irregulares de comparação e não seguem o padrão com mais ou menos. Bom torna se melhor, mau torna se pior, grande torna se maior e pequeno torna se menor. Essas formas são centrais no português e aparecem com grande frequência na fala e na escrita.
Quantidade
As comparações numéricas usam mais de ou menos de antes de numerais e quantidades exatas. Essa construção serve para comparar valores, grupos e medidas sem transformar o numeral em adjetivo. Em geral, a estrutura é estável e aparece tanto na linguagem técnica quanto na cotidiana.
Ordem
O adjetivo comparativo concorda em género e número com o substantivo que modifica, e a sua posição segue a organização normal dos adjetivos em Posição do Adjetivo. Em regra, o adjetivo surge depois do substantivo, mas a ordem pode mudar por ênfase ou efeito estilístico. Em registos informais, surgem às vezes formas não padrão como mais bom, embora a norma culta prefira melhor.
Síntese
As comparações em português organizam se em superioridade, inferioridade, igualdade e contraste numérico, sempre com concordância entre adjetivo e substantivo. As formas regulares usam mais, menos, tão, quanto e como, enquanto melhor, pior, maior e menor são comparativos irregulares essenciais. A escolha entre que e do que varia por região e estilo, e a posição do adjetivo continua sujeita às regras gerais de uso e ênfase.